{"id":3108,"date":"2024-01-24T08:47:24","date_gmt":"2024-01-24T11:47:24","guid":{"rendered":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/?p=3108"},"modified":"2024-01-24T08:53:44","modified_gmt":"2024-01-24T11:53:44","slug":"agricultura-e-saude-mental-o-que-de-fato-estamos-cultivando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/agricultura-e-saude-mental-o-que-de-fato-estamos-cultivando\/","title":{"rendered":"Agricultura e sa\u00fade mental: o que, de fato, estamos cultivando?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3108\" class=\"elementor elementor-3108\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-a74aea3 elementor-section-full_width elementor-section-content-middle elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"a74aea3\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7eb163f\" data-id=\"7eb163f\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ad4c004 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ad4c004\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Muitas vezes, ao refletir sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida na cidade &#8211; com tr\u00e2nsito intenso, cheia de ind\u00fastrias, autom\u00f3veis, vida agitada divida entre fam\u00edlia, trabalho e o escasso lazer &#8211; o sonho da vida no campo come\u00e7a a tomar forma e ser objeto de desejo de muitas pessoas.&nbsp;&nbsp;<\/p><p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>No imagin\u00e1rio social, pertencer ao campo, cultivar, estar longe da cidade pode parecer f\u00edsica e mentalmente mais atraente. Entretanto, esse sossego em geral n\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstica marcante na vida dos agricultores, <i><b>pois viver NO campo \u00e9 diferente de viver DO campo<\/b><\/i>, j\u00e1 que a sa\u00fade mental de quem depende da agricultura convencional para sobreviver est\u00e1 cada vez mais amea\u00e7ada.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que possa parecer, os agricultores est\u00e3o entre os grupos de maior vulnerabilidade devido a um misto de aspectos ambientais, biol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos e sociais que n\u00e3o podem ser classificados de acordo com o maior ou menor impacto, tamanha a complexidade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, a sa\u00fade mental de trabalhadores rurais sempre foi comprometida. Atualmente, destacam-se entre as causas, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas com secas, inc\u00eandios e inunda\u00e7\u00f5es avassaladoras; a imposi\u00e7\u00e3o da monocultura; a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia e ass\u00e9dio no ambiente rural; a instabilidade de emprego; a baixa renda; os longos per\u00edodos de trabalho; as doen\u00e7as cr\u00f4nicas; o isolamento geogr\u00e1fico que distancia o agricultor dos servi\u00e7os b\u00e1sicos como educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade e, o contato intenso com agrot\u00f3xicos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<h5><b>Uso intensivo de agrot\u00f3xicos&nbsp;<\/b><\/h5>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Existe rela\u00e7\u00e3o entre a atividade laboral e transtornos mentais que esta pode causar. Dados internacionais, evidenciam taxas altas de suic\u00eddio em agricultores em rela\u00e7\u00e3o a outras profiss\u00f5es e refor\u00e7am que esse \u00e9 um fato global.&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Tal exposi\u00e7\u00e3o pode ser intensificada em pa\u00edses em desenvolvimento com forte atua\u00e7\u00e3o na agricultura. A baixa escolariza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores do setor, pouco conhecimento sobre agroqu\u00edmicos, pouca leitura de r\u00f3tulos e normas t\u00e9cnicas, armazenamento e descarte incorreto de agrot\u00f3xicos e baixa ader\u00eancia ou inadequado uso de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual colocam em risco n\u00e3o s\u00f3 a sa\u00fade f\u00edsica do agricultor como tamb\u00e9m a sa\u00fade mental. Nesse caso, as duas principais categorias de diagn\u00f3stico de transtornos de sa\u00fade mental prevalentes em todo o mundo s\u00e3o transtornos de humor, como depress\u00e3o e transtornos de ansiedade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>Segundo o Instituto Nacional de C\u00e2ncer,<\/b> <i>agrot\u00f3xicos s\u00e3o produtos qu\u00edmicos sint\u00e9ticos usados para matar insetos, larvas, fungos, carrapatos sob a justificativa de controlar as doen\u00e7as provocadas por esses vetores e de regular o crescimento da vegeta\u00e7\u00e3o, tanto no ambiente rural quanto urbano (INCA, 2019).&nbsp;<\/i><\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O uso intensivo de agrot\u00f3xicos pode levar tanto \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o em altas doses a curto prazo, gerando casos de intoxica\u00e7\u00e3o aguda ou envenenamento e tamb\u00e9m \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o lenta e em doses baixas, ou seja, a exposi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica \u00e0 agrot\u00f3xicos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A complexidade das causas para transtornos mentais em agricultores leva a estudos com diferentes designs e dificuldade de compara\u00e7\u00e3o entre eles. Ainda assim, novos trabalhos e revis\u00f5es s\u00e3o publicadas e sugerem rela\u00e7\u00e3o entre exposi\u00e7\u00e3o a agroqu\u00edmicos e sa\u00fade mental prec\u00e1ria nesse setor de produ\u00e7\u00e3o (KHAN et al., 2019).&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em um levantamento de estudos sobre a sa\u00fade mental de trabalhadores no setor agr\u00edcola, Khan e colaboradores (2019) observaram nos EUA <i>associa\u00e7\u00f5es fortes entre sofrimento psicol\u00f3gico como depress\u00e3o e ansiedade e exposi\u00e7\u00e3o a pesticidas tanto em doses altas como baixas<\/i>. Outras pesquisas tamb\u00e9m t\u00eam revelado que mesmo ap\u00f3s anos de um evento de envenenamento, sintomas de depress\u00e3o podem ser observados em agricultores quando comparados aos n\u00e3o envenenados.&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sobre a exposi\u00e7\u00e3o a pequenas quantidades de agrot\u00f3xicos por um per\u00edodo prolongado a ANVISA (2018) destaca como sintomas: dificuldade para dormir, esquecimento, aborto, impot\u00eancia, depress\u00e3o, problemas respirat\u00f3rios graves, altera\u00e7\u00e3o do funcionamento do f\u00edgado e dos rins, anormalidade da produ\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios da tireoide, dos ov\u00e1rios e da pr\u00f3stata, incapacidade de gerar filhos, malforma\u00e7\u00e3o e problemas no desenvolvimento intelectual e f\u00edsico das crian\u00e7as. Estudos apontam grupos de agrot\u00f3xicos como prov\u00e1veis e poss\u00edveis carcinog\u00eanicos.&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Como a sa\u00fade mental prec\u00e1ria interfere no estado emocional, social e intelectual de um indiv\u00edduo, casos de alcoolismo, endividamento, viol\u00eancia, suic\u00eddio ocorrem em um ciclo que pode atravessar gera\u00e7\u00f5es de agricultores.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 conhecido pela libera\u00e7\u00e3o e consumo expressivo de agrot\u00f3xicos, inclusive de pesticidas \u00e0 base de subst\u00e2ncias organofosforadas, considerados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade como um dos mais prejudiciais aos seres humanos. S\u00e3o subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que produzem altera\u00e7\u00f5es end\u00f3crinas e no funcionamento neuroqu\u00edmico, podendo desencadear transtornos mentais ou neurol\u00f3gicos que tamb\u00e9m podem evoluir para o suic\u00eddio.&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Assim, a morte de trabalhadores na agricultura por suic\u00eddio tamb\u00e9m \u00e9 maior quando comparada a outras profiss\u00f5es. No Brasil, os dados n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o recentes como gostar\u00edamos e est\u00e3o divulgados em diversos documentos e sites: A mortalidade por suic\u00eddio em trabalhadores da agropecu\u00e1ria foi estimada em 16,6 a cada 100.000 habitantes em 2007, passou para 18,6 em 2011 e 20,5 em 2015.&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Casos de envenenamentos tanto por agrot\u00f3xicos quanto pela nicotina presente no tabaco s\u00e3o frequentes entre fumicultores no sul do pa\u00eds. Nessa regi\u00e3o, dados de 2020 mostram que a m\u00e9dia de suic\u00eddios nessa classe de trabalhadores (11,3\/100.000 habitantes) \u00e9 mais que o dobro da m\u00e9dia nacional (5,2\/100.000 habitantes), (CRUZEIRO, 2023).&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A variedade de instrumentos e m\u00e9todos de pesquisa, assim como os tamanhos amostrais empregados dificultam o estabelecimento de uma rela\u00e7\u00e3o causal s\u00f3lida e consistente entre exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 agrot\u00f3xicos e sa\u00fade mental do trabalhador no setor da agricultura, apesar do alerta ser indispens\u00e1vel.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o desses achados, o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas e aplica\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos para prote\u00e7\u00e3o e garantia da seguran\u00e7a ocupacional de trabalhadores do setor agr\u00edcola, assim como suporte a sa\u00fade f\u00edsica e mental s\u00e3o imprescind\u00edveis.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Estudiosos como Cruzeiro (2023) t\u00eam apontado para o emprego do sistema agroecol\u00f3gico no combate \u00e0 epidemia de suic\u00eddio entre agricultores, levando em conta que tal sistema impacta positivamente nas rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o sist\u00eamica da natureza e da for\u00e7a de trabalho humano. O resgate de modos n\u00e3o-convencionais e t\u00e9cnicas de manejo hist\u00f3ricas transmitidas entre gera\u00e7\u00f5es, somado a pesquisas cient\u00edficas nas diversas \u00e1reas do saber, mostra-se eficiente n\u00e3o s\u00f3 na produ\u00e7\u00e3o como na melhora da sa\u00fade mental do agricultor.&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Como de costume, refor\u00e7amos a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es educativas processuais. A educa\u00e7\u00e3o sobre o manuseio e uso seguro de agrot\u00f3xicos, bem como os efeitos nocivos da exposi\u00e7\u00e3o a curto e longo prazo e mesmo em doses baixas pode reduzir a exposi\u00e7\u00e3o no local de trabalho. Por\u00e9m n\u00e3o adianta apenas informar o trabalhador quando a press\u00e3o pela produ\u00e7\u00e3o, os desafios com o clima, controle de pestes e a necessidade financeira batem \u00e0 porta. Tais a\u00e7\u00f5es devem ser integradas e dar suporte ao trabalhador nos diferentes aspectos da sua vida no campo. Estamos falando de pol\u00edticas p\u00fablicas.&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Do mesmo modo, devemos nos manter informados e atentos sobre nosso papel no incentivo a explora\u00e7\u00e3o de trabalhadores que vivem nessa situa\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o a tais subst\u00e2ncias qu\u00edmicas. Sem esquecer, \u00e9 claro, que os eventos de exposi\u00e7\u00e3o aguda ou mesmo cr\u00f4nica com agricultores, se estendem mesmo que em menor escala at\u00e9 n\u00f3s, consumidores desses alimentos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Qual \u00e9 a qualidade do alimento e da \u00e1gua que chega at\u00e9 minha mesa? Quais s\u00e3o os riscos a que estou me expondo a longo prazo? Qual \u00e9 o pre\u00e7o que o trabalhador rural paga pela minha subsist\u00eancia? O que, de fato, estamos cultivando?&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>S\u00e3o perguntas que motivam debates e pesquisas nas mais diversas \u00e1reas do conhecimento e que ainda n\u00e3o t\u00eam resposta exata. Ainda assim, devem ser tratadas com seriedade por pessoas que como n\u00f3s sabem da responsabilidade e desafio que \u00e9 VIVER BEM.&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias&nbsp;<\/b><\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>AG\u00caNCIA NACIONAL DE VIGIL\u00c2NCIA SANIT\u00c1RIA (Brasil). Monografias autorizadas. Bras\u00edlia, DF: ANVISA, 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>CRUZEIRO, V. A Agroecologia como horizonte de combate \u00e0 epidemia de suic\u00eddios entre agricultores.\u202f<b>Revista Brasileira de Agroecologia<\/b>, 2023, 18(5), p. 585-600.&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>INSTITUTO NACIONAL DE C\u00c2NCER JOS\u00c9 ALENCAR GOMES DA SILVA. Exposi\u00e7\u00e3o no trabalho e no ambiente. <b>Agrot\u00f3xico<\/b>. Rio de Janeiro: INCA, 2019.&nbsp;<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>KHAN, N.; KENNEDY, A.; COTTON, J.; BRUMBY, S. A pest to mental health? Exploring the link between exposure to agrichemicals in farmers and mental health. <b>International journal of environmental research and public health<\/b>, 2019, 16(8), 1327.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas vezes, ao refletir sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida na cidade &#8211; com tr\u00e2nsito intenso, cheia de ind\u00fastrias, autom\u00f3veis, vida agitada divida entre fam\u00edlia, trabalho e o escasso lazer &#8211; o sonho da vida no campo come\u00e7a a tomar forma e ser objeto de desejo de muitas pessoas.&nbsp;&nbsp; No imagin\u00e1rio social, pertencer ao campo, cultivar,&hellip; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/agricultura-e-saude-mental-o-que-de-fato-estamos-cultivando\/\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">Agricultura e sa\u00fade mental: o que, de fato, estamos cultivando?<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3113,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3108","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","entry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3108"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3108\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3112,"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3108\/revisions\/3112"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3113"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}