{"id":2918,"date":"2023-10-19T07:44:53","date_gmt":"2023-10-19T10:44:53","guid":{"rendered":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/?p=2918"},"modified":"2023-10-19T07:48:20","modified_gmt":"2023-10-19T10:48:20","slug":"praticas-integrativas-ou-contracultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/academiaalimentesuamente.com.br\/ecoscientia\/praticas-integrativas-ou-contracultura\/","title":{"rendered":"Pr\u00e1ticas Integrativas ou Contracultura?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2918\" class=\"elementor elementor-2918\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-a74aea3 elementor-section-full_width elementor-section-content-middle elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"a74aea3\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7eb163f\" data-id=\"7eb163f\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ad4c004 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ad4c004\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar que o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses que mais se destaca em pessoas com o <b>transtorno de ansiedade e depress\u00e3o?<\/b> E que tamb\u00e9m \u00e9 um dos pa\u00edses que mais <b>consomem f\u00e1rmacos para o tratamento<\/b> de tais transtornos?<\/p><p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m imagino que j\u00e1 tenha ouvido, lido ou ainda constatado que nosso pa\u00eds \u00e9 um dos territ\u00f3rios mais diversos e abundante em flora, fauna, vegeta\u00e7\u00e3o e de recursos humanos de imensur\u00e1vel e not\u00f3rio conhecimento da cultura popular. Curioso, n\u00e3o \u00e9? Para n\u00e3o dizer contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Atrevo-me em conduzir o leitor para al\u00e9m. Em datas ancestrais a Hist\u00f3ria constata que os seres humanos sempre buscaram maneiras de buscar o equil\u00edbrio, o bem-estar f\u00edsico, mental, emocional, a cura. Ainda n\u00e3o se tinha a importante comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. O que havia era a constata\u00e7\u00e3o, a f\u00e9, a invoca\u00e7\u00e3o divina a seres c\u00f3smicos, m\u00edticos, \u00e0s for\u00e7as da natureza. De onde exatamente vinha tal for\u00e7a curativa ou equilibradora? \u201cEis o mist\u00e9rio da f\u00e9\u201d.&nbsp;<\/p><p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O fato \u00e9 um s\u00f3: a cura est\u00e1 no corpo e para o corpo. O que fa\u00e7o, como fa\u00e7o, o que como, o que bebo, como me movo, com que frequ\u00eancia me comunico ou expresso, como me expresso. Curar o que? Os exageros. As filosofias orientais pregam o \u201ccaminho do meio\u201d: nem pouco e nem muito. Este \u00e9 o equil\u00edbrio.<\/p><p><br><\/p>\n<p>&nbsp;No Brasil n\u00e3o existe caminho do meio. H\u00e1 exce\u00e7\u00f5es em comunidades isoladas ou pessoas que se isolam da comunidade maior numa bolha. O que tem \u00e9 correria excessiva, trabalho excessivo, orgias gastron\u00f4micas, uma busca incans\u00e1vel pelo prest\u00edgio material e reconhecimento acad\u00eamico, uma necessidade exacerbada pelo consumismo.<\/p><p><br><\/p>\n<p>Em meados da d\u00e9cada de 1960 houve uma manifesta\u00e7\u00e3o de alguns grupos, em sua maioria jovens, que se colocaram em postura questionadora de tais valores. Foram chamados de \u201chippies\u201d. Tal movimento foi forte nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, aqui e em outros locais do mundo. A quest\u00e3o \u00e9 colocar cultura e natureza em cheque. \u00c9 \u201clevantar a bandeira\u201d do natural como sendo a melhor op\u00e7\u00e3o. \u00c9 trazer \u00e0 reflex\u00e3o de que tudo o que precisamos para vivermos bem e em equil\u00edbrio n\u00e3o est\u00e1 nas coisas, no outro, nas armas nucleares, no poder pol\u00edtico, econ\u00f4mico, social ou nas religi\u00f5es, mas sim na natureza e no ser e estar no mundo. Ressalta Bastide (2006), enquanto o ideal da modernidade racionalista, individualista, consumista se difunde pelo mundo, com projetos revolucion\u00e1rios e inovadores, surge nos pa\u00edses mais desenvolvidos em tais inova\u00e7\u00f5es modernas um movimento de rea\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios e avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. \u00c9 o movimento da contracultura. Um contraponto aos ideais de felicidade das sociedades modernas e contempor\u00e2neas. O movimento vem repensar e questionar os valores das culturas modernas em defesa da igualdade entre os povos (e s\u00e3o tantos povos), de um retorno \u00e0 vida comunit\u00e1ria, comungando com a ecologia, um retorno \u00e0 natureza. \u00c9 a contramodernidade.<\/p><p><br><\/p>\n<p>No Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) brasileiro, h\u00e1 d\u00e9cadas j\u00e1 se fala em ferramentas naturais para integrar a sa\u00fade plena dos usu\u00e1rios, ou seja, uma pol\u00edtica em defesa de uma sa\u00fade plena dos cidad\u00e3os brasileiros, para al\u00e9m daquela formulada fora da natureza quando uma pessoa se encontra em estado de doen\u00e7a. Vejam, caros leitores, uma coisa n\u00e3o nega a outra, pois estamos falando de sa\u00fade e n\u00e3o de doen\u00e7a. E sa\u00fade \u00e9 algo que se constr\u00f3i todos os dias, que busca uma manuten\u00e7\u00e3o. Doen\u00e7a \u00e9 um estado passageiro e que se espera nunca ficar. Mas, se isto ocorrer, por uma falha de cuidados constantes, frequentes, di\u00e1rios, ou por um invasor viral muito potente, ou por uma bact\u00e9ria mal\u00e9fica ou ainda por um acidente f\u00edsico fat\u00eddico, ent\u00e3o \u00e9 o caso de usar armas outras que n\u00e3o est\u00e3o na natureza. Aqui entra o importante conhecimento e estudo da medicina ocidental, da farm\u00e1cia e \u00e1reas acad\u00eamicas correlatas.<\/p><p><br><\/p>\n<p>S\u00e3o muitas as pr\u00e1ticas integrativas e complementares em sa\u00fade (PICS): Medicina Tradicional Chinesa (Acupuntura), Medicina Antropos\u00f3fica (Homeopatia), Arteterapia, Ayurveda, Medita\u00e7\u00e3o, Musicoterapia, Quiropraxia, Reiki, Terapia de Florais, Yoga, Biodan\u00e7a, Dan\u00e7as Circulares e outras. O que tem em comum? A busca pelo equil\u00edbrio. Onde est\u00e1 o equil\u00edbrio? No corpo. Quem \u00e9 o corpo? Voc\u00ea e eu. \u201cSomo um corpo\u201d, conforme Maurice Merleau-Ponty.<\/p><p><br><\/p>\n<p>Um corpo precisa pausar, respirar, achar o \u201ccentro\u201d, \u201cpower house\u201d, \u201ccore\u201d, \u201cyin yang\u201d, \u201cgirar no eixo\u201d, \u201ccircular para a direita e esquerda ao redor do centro\u201d, \u201cexternar luz\u201d, \u201cemanar sons e mantras\u201d, \u201catingir pontos\u201d. \u00c9 um estado de presen\u00e7a. Isso est\u00e1 presente em diferentes pr\u00e1ticas corporais ou t\u00e9cnicas som\u00e1ticas ou terapias. Diferentes termos para uma s\u00f3 finalidade: o equil\u00edbrio. Atingir o equil\u00edbrio \u00e9 colocar em pr\u00e1tica aquilo que nos faz bem, \u00e9 experimentar e encontrar uma ou outra ou v\u00e1rias destas possibilidades de pr\u00e1ticas integrativas de sa\u00fade e atingir o t\u00f4nus vital.<\/p><p><br><\/p>\n<p>Fica aqui uma pitada introdut\u00f3ria para poss\u00edveis novos encontros de pr\u00e1ticas integrativas (ou seria contracultura?) de Biodan\u00e7a e Dan\u00e7as Circulares.<\/p><p><br><\/p>\n<p><b>Quer saber mais a respeito?&nbsp;<\/b><\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar que o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses que mais se destaca em pessoas com o transtorno de ansiedade e depress\u00e3o? E que tamb\u00e9m \u00e9 um dos pa\u00edses que mais consomem f\u00e1rmacos para o tratamento de tais transtornos? 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